terça-feira, 14 de abril de 2009

A CRISE E A CRIATIVIDADE LEVANDO À COMUNICAÇÃO

Todo o mundo já sabe que estamos em crise. Desde dezembro do ano passado venho recebendo e-mails de amigos, conhecidos e afins, com suas despedidas, agradecimentos e os contatos pessoais para a continuidade das relações. A sensação é de que as empresas surtaram, resolveram apertar o cinto antes mesmo de a dispensa chegar à metade. E não é para menos! Ninguém quer ficar sem dinheiro ou correr o risco de no fim... quem sabe, começar a criar estratégias para reverter uma situação trágica.

Nesse contexto, e já esperando, também entrei de volta ao mercado de trabalho. A forma como colocam a demissão realmente modifica o "ar" da situação. "De volta ao mercado de trabalho"... gera até aquela expectativa, sensação de novidade e até um certo glamour, não fosse a falta do dinheiro. Mas, a grande realidade é que é preciso correr atrás do prejuízo e tentar fazer a recolocação o mais rápido possível. E foi nessa busca interessante por uma recolocação, que acabei conhecendo os vários caminhos para destacar-se nessa concorrência absurda, que a crise mundial provocou em nossas carreiras.

Venho lendo e relendo inúmeros profissionais de RH e de grandes colsultorias falarem a respeito. Todos são unânimes em dizer que o melhor caminho ainda é o "networking". De acordo com eles, é necessário primeiro localizar as pessoas mais chegadas a você e entrar em contato, ligar e ser o mais transparênte possível. Pessoa envergonhada ou constrangida fica para trás.

Feito o contato, o passo seguinte é elaborar um bom currículo... e aqui cabem alguns adendos: cuidado com a forma. E o que é que tem!?! É preciso ter muito claro em sua mente que você está fazendo a sua propaganda pessoal para um profissional de RH, pessoa capacitada em psicologia, que avaliará em poucas palavras digitadas em uma folha de papel, possivelmente A4, tudo o que você fez de destaque em sua carreira.

E é aí que mora o grande perigo. Mesmo seu amigo ou conhecido recebendo o currículo, este vai parar nas mãos do RH. Depois de muito debater meu próprio currículo com amigos e profissionais de Recursos Humanos,
ví que o melhor era colocar em palavras muito objetivas, o que de fato você faz e tomar muito cuidado, mas muito, com a 1ª pessoa do verbo: EU!

De acordo com um papo com mais de três selecionadores, a conclusão é a seguinte: "o cara que fala muito eu fiz isso, eu fiz aquilo, geralmente é egocêntrico. Quando o currículo fala demais, ou seja, tem mais de uma página, imagina o que não virá se rolar a entrevista, isso quando a gente já identifica que não é o caso da vaga, aí nem tem entrevista... Para nós é extremamente importante a capacitação, pois, em geral, é quesito básico numa contratação, e quando está na última página, dá muito trabalho para ficar tentando localizar...". Então, a menos que o seu contato (networking) não seja de fato a pessoa que vai colocá-lo na empresa, preste atenção no seu currículo.

O passo seguinte aos primeiros contatos, são as mais diversas pessoas que você já conheceu e teve um pouco mais de aproximação, colegas de trabalho, amigos que você não se comunica há tempos... estes serão os próximos a receberem seu e-mail, informando sobre sua demissão e você que está disponível para um novo desafio. É fato, o seu currículo sai rolando igual spam pela net. Outro dia uma amiga minha que trabalha em Seleção enviou-me um e-mail, de uma outra amiga minha, divulgando meu currículo, que eu já tinha divulgado para ela.

Outro caminho, escolhido por muitos profissionais como o segundo melhor recurso, é o cadastro de seu currículo em sites de emprego. Eu mesma já postei aqui minha opinião sobre alguns deles. Os sites mais conhecidos e pioneiros no ramo de divulgação de vagas cobram uma taxa de mensalidade do candidato e uma outra taxa da empresa para ter acesso ao seu currículo. Mas, também existem os sites que são gratuitos, pois optaram por trabalhar com seleção e recrutamento mesmo, ou seja, eles cobram da empresa para selecionar o candidato, ou apenas para ter sua vaga divulgada e um filtro de seleção de possíveis candidaturas à vaga. Abaixo relaciono alguns que já entrei e achei interessante:
Outro caminho, não menos trabalhoso que os sites de emprego, pois você tem que acessá-los todos os dias e buscar vagas relacionadas às suas expectativas, ou rezar para que você tenha preenchido de maneira tão eficiente seu cadastro, a ponto de a empresa escolhê-lo entre os não sei quantos mil candidatos inscritos, é o cadastro do seu currículo também nas consultorias e agências de Recursos Humanos. Existem mais de 400 só em são paulo.

Você também pode preferir criar sua carta de apresentação para uma possível vaga em sua área de atuação, anexar seu currículo e enviar, um a um, para cada um dos mais de 400 e-mails que você conseguir de contato das agências de RH. Isso vale também para os e-mails de RH de empresas que você gostaria de trabalhar, além de se candidatar no site da empresa, que fica na parte do "trabalhe conosco". Também pesquisando, consegui identificar que você acaba fazendo, mais ou menos, o que os profissionais de outplacement fariam por você, se estiver disposto a pagar pelo serviço, é claro. E olha que dá trabalho, por isso é preciso cobrar!

A globalização e o avanço das novas mídias também têm papel fundamental em sua busca de emprego. As mídias sociais (orkut, twitter e blogs) estão a todo vapor na divulgação de vagas, portanto, se não tem um twitter e não costuma acessar blogs, é começar a se integrar nesse mundo. Abaixo listo alguns blogs e sites que valem a pena cadastrar em seus RSS.
O importante é que os profissionais e especialistas de Recrutamento e Seleção tem razão: crie seu networking, seja ele real ou virtual!

terça-feira, 31 de março de 2009

CREDIBILIDADE SE VÊ NO CONTATO DO DIA-A-DIA

O maior risco de uma comunicação não dar certo é a CREDIBILIDADE. Essa palavra de 13 letras, simples e sem cerimônias.

E a credibilidade das empresas estão, a todo momento, sendo testadas por seus clientes, funcionários, fornecedores, comunidade etc. Gostaria de dividir com vocês o meu dia-a-dia com a Catho, um site de empregos, amplamente conhecido por todos os brasileiros.

Entrei na Catho em 2007. Lembro-me como se fosse hoje. Ainda nem havia sido demitida pela primeira vez e, com toda aquela propaganda, achei que seria adequado pagar por seus serviços. A promessa era quase como a de um outplacemente, um grupo que trabalhará seus dados com empresas. Desde aquela época, até o presente dia, sempre ouvi reclamações de amigos e conhecidos sobre a Catho, que não viam resultados, que ela era muito ruim. Mas... até então, não estava precisando de emprego... o fato é que, as vagas que são postadas na Catho são muito úteis para os famosos "caçadores de talentos" buscarem opções de oferecerem seus serviços para as empresas...

Aliás, são excelentes para as empresas que pagam um custo de 200 reais / mês para ter acesso a esse banco de dados maravilhoso de pessoas que colocam suas expectativas lá. Porém, são péssimos para nós que ficamos buscando vagas, os filtros impossibilitam o contato direto com a empresa.

Hoje, depois de dois anos de pagamento para envio de informações, depois de ver todas as vagas da Catho, abertas em blogs, sites e e-mails, com os respectivos contatos direto das empresas, e de nunca ter tido um contato vindo da Catho, decidi que não vale mais à pena dar meu dinheiro para eles, pois não tenho nenhum serviço prestado. Apenas somo aos inúmeros currículos que eles têm à disposição para as empresas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

O FATOR HUMANO E O SUCESSO NA COMUNICAÇÃO

Hoje algo me chamou a atenção. Estava no site da Catho e uma pessoinha, uma figura desenhada, me dizia que fazia mais de uma semana que não me indicava para uma vaga. Nossa!!! Comecei a pensar, realmente, essa pessoinha desenhada é minha amiga e me ajuda o tempo inteiro....

Faz tempo que vejo campanhas de comunicação, e é engraçado ver como a gente, digo a gente, pois sou uma comunicóloga e vivo fazendo isso também, tentamos substituir o fator humano nas comunicações.

Precisamos criar métodos, maneiras e artefátos que possam chamar a atenção das pessoas para nosso produtos, nossos serviços, e estamos o tempo inteiro colocando o cérebro para funcionar, tentando substituir pessoas, que acabam custando caro. E isso é outro fato, pessoas requerem direitos autorais, e o brasileiro está acostumado a achar que tudo pode ser feito de uma outra maneira. Mais fácil, menos custo e assim, vamos tentando ludibriar a nós mesmos.

Mas, a triste realidade é que o fator humano é um sucesso. Sem questionamentos, pessoas atraem pessoas. Mesmo que se crie uma mascote, todos acabam vendo nesse serzinho, bonito, engraçadinho uma pessoinha. Se não se cria a mascote, é preciso de uma figura, o chefe, uma pessoa-chave que mova as demais. O fato é que não importa o que se crie, o ser humano precisa de um outro ser, alguém que lhe diga algo. Mesmo sem querer, estamos fadados a dividir.

E é assim nas campanhas motivacionais, na propaganda, nos blogs, no twitter, no orkut, nas novelas, telejornais etc... é preciso se ter uma referência, alguém com opinião, que nos mostre aonde chegar, qual produto escolher, o que é melhor ou pior; alguém que norteie nosso dia-a-dia.

Não vou muito longe, tenho em mãos uma jogada de marketing fantástica:
Gol de Ronaldo faz narradores esportivos torcerem na TV... nada mais, nada menos, do que uma pessoa, um cara que veio do nada, cresceu, ganhou muito dinheiro e sabe a técnica de jogar futebol, sem contar seu talento. E o que é que tem!?! É claro que aqui a aposta foi alta, mas mesmo que Ronaldo, o fenômeno, não se desse bem, todos estaríamos compadecidos por ele. Dentro de agências de porpoaganda e como já fui chefe de uma equipe de criação, sei bem como classicar uma campanha de fria ou quente. Sem pessoas, é preciso de muitos argumentos e cores, os apelos são imensos, mas quando se coloca um sorriso, uma pessoa, ganhamos a simpatia e o desejo do outro de, pelo menos, estar como quem se vê.


sexta-feira, 6 de março de 2009

AFINAL, O QUE FAZ AS PESSOAS LEREM E ACOMPANHAREM UM BLOG CORPORATIVO?

Essa é a grande questão!!!

Depois de muito estudar e analisar blogs corporativos, sabemos os principais vícios e formas de como não se fazer um. Em posts anteriores falei a respeito e trouxe algumas opiniões de pessoas renomadas no assunto.

Hoje, lendo o blog do Livro Blog Corporativo, escrito por Fabio Cipriani, encontrei um post muito mais últil para aqueles que querem fazer a diferença nesse mundo ainda em formação. O legal do post, que coloco na íntegra abaixo, é que Fábio, mais do que criticar os grandes erros, coloca sugestões de como fazer para se destacar.

Sabemos que um blog é um bate-papo diário, semanal ou mensal entre uma pessoa ou empresa, e por mais que seja uma empresa, ela toma a característica de indivíduo neste caso, no qual se fala abertamente sobre opiniões que se tem a respeito de um determinado tema (seja ele um produto, ideal, serviço, tendência, fofoca etc.). Aí, logo de cara, já conseguimos identificar o principal erro de um blog corporativo: em geral, ele é uma mídia de propaganda e release.

O que as empresas e profissionais da área precisam identificar é que essa ferramenta é aberta, despojada, e deve ser a interface de um diálogo simples entre a empresa e seus seguidores, no qual todos (empresa e visitantes) sintam-se à vontade para debaterem sobre valores, produtos, tendências, reclamações, fofocas, inovações, estudos, enfim, sobre tudo o que ela faz, pensa e faz parte. E o que é que tem!?! Confira você mesmo...

"17 formas de encontrar assuntos interessantes para seus posts corporativos


Uma listinha boa para um brainstorm de idéias para o próximo post do seu blog corporativo. Como peguei só a essência da sugestão, recomendo a leitura do post completo no Bloghound (minha fonte para esse post).

1. Comentando conferências e encontros

2. Novos estudos e resultados de pesquisas

3. Vídeos no YouTube (Acho que linkar vídeos por linkar não vale. Tem que comentar e acrescentar ao conteúdo)

4. Recomendações de livros

5. Notas ou emails de clientes, funcionários e parceiros (Confirme primeiro se a pessoa aceita ser comentada no seu post).

6. Histórias sobre pessoas / personalidades

7. Visões e opiniões sobre notícias

8. Jantares / reuniões com clientes

9. Faça uma entrevista com alguém

10. Compartilhar dicas e melhores práticas de gestão

11. Compartilhar uma apresentação

12. 10 coisas que me surpreendem sobre… ou qualquer outro top 10 relevante

13. Comente sobre outras empresas elogiando e colocando seu ponto de vista em evidência

14. Use metáforas para explicar temas relacionados a seus negócios

15. Teça críticas construtivas a terceiros e artigos

16. Assuma um dos lados de um ponto de vista que divida o mercado onde sua empresa atue

17. Resultados históricos (soluções de problemas)" (blog do livro Blog Corporativo)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

ASSESSORIA DE IMPRENSA E PESSOAS: O X DA QUESTÃO!

Todos sabem que não trabalho com assessoria, nem acessoria de imprensa... mas uma coisa aprendi nesse meio tempo em que pude conviver com esse público... é, o público que trabalha em assessoria.

Aos jornalistas não importam fatos, desde que estes envolvam pessoas. Se não for trágico, precisam ser pessoas importantes, notadas pelo menos. Todo mundo quer saber o que o William Bonner e a Fátima Bernardes fazem no seu dia-a-dia de correria. Porém, não se interessam muito pelo o que o "Zé" da esquina faz, que é renomado em dourado, e o que fez em seu dia-a-dia, a menos que a imprensa dê um contexto para isso.

Logo, não existe fórmula mágica para sair em jornal / revista, seja ele televisivo ou em papel, é preciso" fazer algo". Se você não é famoso, traga os famosos até você. Se é famoso, apenas saia da rotina, faça algo de diferente, vale sair com um amigo desconhecido e fazer pose para os fotógrafos.

Isso, para mim está comprovado, depois que sai de uma emissora de TV, que raramente via em revistas. Mudou-se a assessoria de imprensa e bummmmmmmmmmm.... vejo seus apresentadores diteto nas revistas e on-line. Tudo é uma questão de aproveitar o que se tem de melhor. E o que é que tem!?! Tem que se tiver algo para trabalhar ao seu favor em assessoria de imprensa é lucro garantido!

EXEMPLO DE CIDADANIA

Estive passeando de metro esses dias e, para minha surpresa, eles estão se superando na comunicação. Instalaram tvs, daquelas que instalamos em empresas para passar informações instuticionais e de promoções/ações. Porém, para minha surpresa, não continham apenas "reclames".

E o que é que tem!?! Tem que o metrô está prestando um serviço de cidadania muito interessante, além da programação cultural da cidade, informações do dia-a-dia da redações de jornais, e das informações gerais da própria rede, o metrô também se utiliza da "TV MINUTO " para ensinar as novas regras da língua portuguesa.

Parabéns, e o professor Pasquale que se cuide, porque enviar informações pelo metrô é muito mais efetivo e rápido, do que manter um programa na tv.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O DITO PELO NÃO DITO NAS EMPRESA (POR MÔNICA ALVARENGA)

Mônica não só faz uma análise da crise que está arrancando postos de trabalhos, apertando cintos e aterrorizando o mundo, como faz também, reflexões sobre a importância das empresas estarem preparadas para lidar com isso. E aí entra uma comunicação transparente e de responsabilidade.

É preciso cortar cabeças, diminuir custos, negociar salários etc., mas dá para fazer isso de maneira simples, profissional e ainda ganhar a compreensão de colaboradores que, às vezes, podem facilitar e aliviar o clima de terror que abate o restante que sobrevive em seus cargos. Aproveitem a leitura, é valiosa!



O DITO PELO NÃO DITO NAS EMPRESA
por Mônica Alvarenga*


Crise virou palavra de ordem e está quase que diariamente nas manchetes dos jornais. Empresas de todos os portes, afetadas ou não, agem com vistas a prevenir ou remediar os efeitos dessa onda mundial. O fantasma do desemprego ronda e assusta. Nessa hora, o melhor que as empresas tem a fazer é investir em comunicação. E quando falo em investir, não me refiro necessariamente a recursos materiais, mas à disponibilidade que a boa comunicação precisa encontrar em seus agentes. Se entre familiares, o dito fica pelo não dito (e vice-versa) com frequência, o que não dizer do universo corporativo?

A sensibilidade ampliada pelos rumores inerentes ao momento de crise exige dos interlocutores uma capacidade ainda maior de comunicar com precisão e clareza. Hoje, mais do que ontem, é preciso que o dito seja entendido por si só, sob pena de ser corrompido e distorcido pelo não dito. Ora, o dito é o que se expressa intencionalmente. Mas e o não dito? Quem domina a arte da comunicação, muita vezes se faz valer desse recurso, mas aqueles que o ignoram, não raro sentem seus efeitos de forma indesejada. Afinal, o ser humano, desejando ou não, intentando ou não, comunica o tempo todo. Dos fios do cabelo aos dedos dos pés, somos comunicação.

Nas palestras que faço em empresas, posso perceber o quanto a complexidade desse processo foi esquecida. Por isso, para que o dito valha por ele mesmo, compartilho algumas dicas que julgo preciosas para amenizar os efeitos da crise:

Seja objetivo
Tenha em mente o que e porque deseja comunicar. Seja o mais sintético que puder, pois quanto mais precisa for sua mensagem, menor a chance de dispersão de seu significado. Maior probabilidade, portanto, de alcançar o alvo. Seja ele o coração ou a mente de seu interlocutor.

Seja honesto sempre
A sinceridade é mãe da credibilidade e é com ela que você terá que contar quando quiser que suas mensagens tenham o efeito desejado. A maioria dos seres humanos são naturalmente desconfiados, o que afeta a decodificação (ou interpretação da mensagem transmitida). Se você tem a transparência como norma de conduta, verá que esse "filtro" será gradativamente eliminado em sua equipe.

Seja positivo
Ao ser portador de mensagens difíceis, como metas não alcançadas, demissões ou perdas de produção, você não precisa se ater ao lado negativo. Não se esqueça de que toda crise apresenta uma oportunidade de mudança. O bom comunicador deve ser capaz apresentar essa oportunidade, sem mascarar os resultados, afinal, não há rede de boatos (o famoso "disse-me-disse") que resista a uma história mal contada.

Está falando com quem?
Cada mensagem deve estar de acordo com o público-alvo. De que adianta chegar a padaria e perguntar ao padeiro sobre a cotação da farinha de trigo nacional no mercado externo? Seus interlocutores também exigem esse bom senso. Use uma linguagem que todos compreendam e não se esqueça de estabelecer o diálogo, que lhe proporcionará o retorno e a aferição da compreensão pretendida. Sem a comunicação de duas vias não há feedback e sem ele não há comunicação efetiva.

Abuse da criatividade e teste diferentes recursos
Há momentos em que as mensagens escritas surtem mais efeito, outros, exigem uma conversa, e ainda há aqueles que podem ser contornados ou resolvidos com envios de e-mail. Só a prática e a análise constante dos efeitos provocados, pelo retorno dos interlocutores, poderá determinar a melhor forma de comunicar.

Pergunte!
Quando começa uma abordagem com indagações, seja você chefe ou subordinado, está mostrando que não conhece todas as respostas e que a opinião do outro é relevante. Ao receber respostas, escute com todos os sentidos: além dos ouvidos, use o cérebro e os olhos, e não se atenha, nesse momento, à elaboração da resposta.

Repita e repita
Há pessoas que dizem que, em certos momentos, a mensagem precisa ser transmitida seis vezes para que todos as barreiras sejam rompidas e seu verdadeiro significado, compreendido. Então, se você acha que já falou e repetiu, pense em fazê-lo mais tantas vezes quanto necessário. De novo, use a criatividade e lance mão de métodos diferentes de comunicação para não se tornar cansativo.

O não dito
O corpo fala. Não esqueça que a expressão oral não é a única portadora de mensagens. Tudo o que você é e faz é importante para sua equipe. Você está carregado de significantes, usando a teoria de Roland Barthes. Sua vestimenta, sua conduta social, a ausência ou a presença a eventos de trabalho, comentários, expressões faciais, tom de voz, corte de cabelo... Tudo tem significado! Mas não precisa ficar neurótico e cercear todas as suas ações. Não perca sua essência e sua identidade! Lembre-se apenas de que as ações são mais efetivas para transmitir mensagens que as palavras.


*Mônica Alvarenga é diretora da MÚLTIPLA Comunicação e consultora na área de Comunicação Empresarial. É graduada em comunicação social/jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduada em marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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