quinta-feira, 14 de agosto de 2008
JORNALISTA COM BIRRA DE JORNALISTA?!
Brasileiro é bicho besta, cheio de dizer que no Brasil fala-se uma única língua, o único país no mundo em que tudo é igual. "Patavinas"!
O Brasil é um país como tantos outros, repleto de dialetos. Até o dicionário rende-se ao popular!
Tudo bem que tem um certo tempo que não se mudam as regras, mas vamos lá caros amigos "jornalistas e letristas" (entendem-se letrista = profissional de letras)... o que é a comunicação afinal?
Uma aula de língua portuguesa ou a arte de saber fazer comunicação? Se todos os profissionais de comunicação seguissem à risca a ortografia da nossa língua, e ainda, a cultura... ninguém entendia nada! Salvo os advogados e a velha nata da aristocracia brasileira. E esta última, sinto em dizer, está indo embora nos velórios dos queridos e memoráveis célebres.
A pergunta aqui é a seguinte: se comunicação significa: Etimologialat. communicatìo,ónis 'ação de comunicar, de partilhar, de dividir'... por que é que precisa ser para poucos?
É sim, para poucos, uma vez que não são todos, aliás é a minoria que fala o português corretamente. Mas jornalista precisa ser íntegro, né! Sim, concordo! Com a notícia, com a ética, com o respeito ao seu público... agora, se a gente pode simplificar, por que querer ser distinto ao todo?
Estive numa reunião hoje que me fez pensar... em meio à conversa, uma pessoa disse: "Bom, dicionário hoje é o google... porque se a gente quiser saber se girafa se escreve com um "F" ou dois, basta digitar no google e se 2 milhões de retornos for com dois "F" e 2 mil for com um "F"... Bom, girafa escreve-se com dois "F"!".
E ai eu pergunto: E o que é que tem!?!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
RELACIONAMENTO: COMUNICAÇÃO É ISSO!
Não importa em qual segmento você está inserido, uma comunicação eficaz só existe se ela promove o relacionamento entre as pessoas. Sendo esse seu resultado, você pode "bater no peito" e dizer que faz uma comunicação eficaz, com métodos eficientes.
Isso é em qualquer ramo! E relacionamento é uma ação que deve gerar interação, mesmo que esta esteja camuflada. Quando a relação entre o emissor e o receptor é boa, não importam os canais, a mensagem sempre é absorvida.
E o que é que tem!?! Tem que é tudo gente!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
JORNALISTA SÓ SABE ESCREVER?
Sou formada em jornalismo desde 2000, pouco tempo, concordo! Porém, não limitei meu mundo ao dicionário e manuais ditados por jornais etc. E o que é que tem!?!
Simples, e digo já: paga-se um preço ridículo pelo simples fato de estar graduado em jornalismo! As pessoas e os próprios jornalistas cobram-nos como deveriam cobrar ao professor Pasquale!
A mera impressão que tenho é que todo jornalista deve ter o dicionário aurélio como livro de cabeceira; deve tomar café da manhã lendo manual do estadão ou da folha; seu entretenimento favorito deve ser ficar horas fazendo "coquetel", e olha que não é bebida...; e as brincadeiras com seus filhos deve ser algo como um concurso de soletrar palavras, quando o mundo joga bola, war, detetive etc. Nossa, que mundinho!
Não importa para os jornalistas que sua ação seja efetiva, que tenha dado certo... importa sim, se o português foi escrito de maneira adequada. Nesses anos todos de vivência em comunicação tenho pegado um certo "arrepio" pelo português! Em primeiro lugar porque está cheio de gente que "acha" que sabe escrever corretamente, só porque enche de vírgulas um texto ou mesmo, aplica a próclise onde não deve.
Outro dia recebi um material de uma área, onde a pessoa falou-me, polidamente, que o texto estava repleto de erros de português... ok, fui olhar com mais calma, porque quem trabalha em comunicação sem estrutura adequada e com prazos apertados, erra mesmo! Mas aí li e reli o texto e percebi que a "pessoa" encheu de próclise o texto... juro, voltei até o famoso manual de ortografia...
Para minha surpresa percebi que a "pessoa" aplicava próclise quando, na verdade, era ênclise... a história da crase é igual! Concordância verbal então... nossaaaaaaaaaaaaaaaaa! Alguém lembra o que é sujeito... aquele cara que dita a ação?
Em segundo lugar porque os "famosos" jornalistas de vanguarda estão ali, prontos, acho até que nem piscam, para pegar um erro de português. Não importa se ninguém lê o que eles escrevem, o importante é que esteja corretamente escrito. Hoje realizei uma ação ousada, fiz uma chamada e coloquei um "S" a mais no nome da pessoa... meu Deus, nem preciso dizer que, antes nuca olhado, o site estava para lá de "nas paradas".
Até fui achada na luta de boxe para alterar o erro, que foi de digitação... mas, com certeza, será olhado como uma falta de competência. E o que é que tem!?!
Agora estão de olho no que estava morto, uiaaaaaaaaaaaaaaaa.... parece que funcionou!
sábado, 9 de agosto de 2008
IMAGEM, VALORES E MISSÃO MUDAM NA TROCA DE CEO?
Diferente do que muitos consideram, CEO não é uma diretoria executiva. Chief executive officer (CEO), é o cargo mais alto de uma empresa. É chamado também de presidente, principal executivo, diretor geral, entre outros. Existem casos em que na empresa existe um presidente e um CEO. Neste caso, o primeiro cargo é mais forte, ou seja, considerado o "CEO".
E o que é que tem!?! Tem que não é a primeira vez que vejo a imagem interna e externa de uma empresa ser "violentada" por um CEO. Aí cabe a pergunta: mas se ele é o cargo mais alto, não pode mudar a identidade/missão da empresa? Podeeeeeeeeeee! Manda quem pode e obedece quem tem juízo!!!
Mas qual o preço dessa fatalidade ou capricho? Será que você pode imaginar? Vamos tentar imaginar um exemplo bem bobo... imagine que a UniLever troque o presidente e que este, decida que o OMO não será mais OMO. Vamos imaginar que na cabeça dele, após interpretar diversos relatórios, ele identificou que a classe C, D é quem mais consome OMO. E que para popularizar o produto, ele decide mudar a marca e a proposta dele. Quando deveria mexer apenas no preço.
Todo mundo conhece o OMO. É um produto criado há décadas, tem sua imagem perpetuada na mentalidade de todos nós brasileiros. Aliás, está de parabéns, pois consegue se manter como o primeiro apenas com seu apelo emocional. Já chegou a essência das pessoas, ganhou sua fidelidade. A minha avó sempre disse que para limpar direito tem que ser OMO, que vale a pena pagar mais por ele. Sabe quando a dona Georgina vai comprar outra marca???? Nunca mais! Se isso acontecesse ela optaria pela segunda marca com credibilidade, ou seja, que já provou por anos que também é boa.
Agora vamos pegar um exemplo mais atual: Bombril X Assolan. Até hoje levo puxões de orelha quando levo Assolan para casa, porque para minha mãe só Bombril é palha de aço. Imagina se a Bombril resolve pegar suas décadas de credibilidade de mercado e mudasse o nome, para torná-lo mais atual? Ou mudasse a cara do produto. Já se imaginou chegando no mercado, olhando para uma embalagem cor de rosa, chamada "ComBRIL... porque só ele dá brilho!" ? Morte súbita do produto!
Pois é, é isso o que um CEO faz quando resolve, por conta própria, que ele tem uma idéia melhor para uma marca com credibilidade! Imagem é tudo! O que vem na sua mente quando digo isso?
Na minha vem Sprite!
Energia que dá gosto! E aqui, o que você lembra? Nescau!!! Plim, Plim.... rede globo, na certa! Não sei se você consegue perceber, mas nenhuma dessas marcas mudaram radicalmente suas marcas ou chamadas. Sabe por que? Porque sem elas, não se tem mais identidade. E quando não se tem identidade, precisa se fazer conhecida novamente!
E esse é um trabalho que leva muito mais tempo do que a estadia de um CEO numa empresa.
MISSÃO, VISÃO E VALORES

AFINAL, PARA QUEM A COMUNICAÇÃO INTERNA TRABALHA?

QUANDO A COMUNICAÇÃO INTERNA VIRA CIRCO

- Palhaçada Acepções ■ substantivo feminino 1 - ato, dito ou procedimento próprio de palhaço; 2 - episódio cômico, burlesco ou ridículo; 3 - conjunto de palhaços.
E o que é que tem!?! Eu explico, toda empresa, organização, instituição, fundação etc. trabalha com pessoas. Estas são todas adultas, pelo menos deveriam ser. Desconheço uma empresa que tenha 0,1% de seu quadro formado por crianças. Até que seria divertido trabalhar com elas e para elas.
Algumas gestões de comunicação interna ainda insistem em trabalhar na "linha descontraída", o que é legal se for bem conduzida. O que não dá, não pode, é criar ações, linguagens e campanhas que tratem o colaborador como um "imbecil", no 1º sentido que o dicionário dá a palavra: 1 - que ou aquele que denota inteligência curta ou possui pouco juízo; idiota, tolo.
Um exemplo clássico que posso dar, pois já o ví em muitas empresas, é o famoso concurso para escolher o nome dos canais de comunicação interna da empresa. Oras, o cara vai lá ganhar o pão dele de cada dia, aguenta mau humor de chefe, colegas de trabalho, excesso de trabalho e, sempre julga que está precisando ou de férias, ou de aumento... e ainda tem que participar de concursos para dar nome a um mural???? Ou um jornal??? Afinal de contas, para que mesmo a empresa paga uma equipe de profissionais de comunicação interna, marketing etc.? Ah, tá... para criar ações banais no dia-a-dia do colaborador, que além de executar seu trabalho, ainda vai ter que fazer o trabalho de outras pessoas.
Uma coisa é um concurso cultural, motivacional, no qual o cara que tá lá ganhará algo com isso. Outra é criar uma ação que não tem relevância para o negócio, nem para o colaborador. Alguns diriam que isso dá ao público interno a sensação de pertencimento ou comprometimento. Vamos acordar... comprometimento com quê? Pertencimento de quê? Será mesmo que um colaborador pode se sentir comprometido com a empresa por que essa adotou o nome que ele escolheu para o mural ou jornal? E se for, que legal né!!! Conseguirá o comprometimento de um elemento! Haja canal para comprometer o restante.
Você pode estar pensando: Ah, mas se for uma escolha de todos por uns cinco nomes, e aquele que tiver mais voltação ganha? Posso dizer já o que vai pairar nas mentes deles quando verem a votação: por que não me perguntam o que eu escolho como plano de saúde, forma de qualidade de vida, cardápio do refeitório ou valor do meu ticket refeição?
Vamos a outro exemplo. Criar concursos, programas, no qual o colaborador tenha que se expor ao rídiculo para ganhar algo ou sair no jornalzino da empresa... pelo amor de Deus!!!! Gratifique-o pelo seu desempenho e não pelo espetáculo!
Tem mais... fazer a escolha do mascote. Até aí, para determinadas ações é bacana, agora quando a empresa deixa de se comunicar com o colaborador e o "desenho" passa a ser a única fonte de contato do colaborador com a empresa, também já é demais! A menos que você trabalhe na Disney.
Ainda existe outra forma de tratar o colaborador como "imbecil". E essa é a forma majoritária utilizada: MENTIR! A famosa atitude de discursar bonito, contar uma série de ações, fatos que não existem dentro da empresa. Pregar valores que não são adotados em nenhuma atividade interna da empresa. A tal incoerência entre DISCURSO e PRÁTICA. E o que é que tem!?! Tem que tá na hora de ter mais RESPEITO com o público interno!


