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segunda-feira, 10 de maio de 2010

A COMUNICAÇÃO CORPORATIVA EM VENDAS


Hoje recebi uma pergunta que me fez relembrar alguns pontos importantes da comunicação quando se trata de vendas. Parece simples, mas não é!

A comunicação tem sua função no corporativismo, é claro, mas quando se trata de vendas, varejo, a coisa vai além do tramite normal, pois temos muitas e muitas informações de produtos, técnicas de vendas, lançamentos, promoções etc.

É impressionante como o varejo lança produtos e serviços e, dependendo de seu tamanho, como a comunicação precisa ser dinâmica. Primeira coisa a se fazer: criar uma rotina de reuniões diárias, que permitam a atualização dos colaboradores e em todos os turnos. Você pode dizer: mas o que é isso???? Em geral varejo tem 3 turnos!!!! Mas é isso mesmo!

Varejo precisa ser como jogo de futebol: combina-se o jogo antes e durante!

Depois de traçar a rotina das reuniões, que às vezes é necessário um ano para se concretizar, é preciso, em paralelo, criar um canal que permita fazer que a informação flua. Ok, você vai dizer, é muita informação!!!

E é! Por esse motivo, grandes redes de varejo têm uma área inteira de comunicação!

Mas, é claro, que não se passa a informação por completo nessas reuniões, ou a loja não funcionaria. O que se faz é geral uma pauta orientativa das principais informações, os detalhes mais importantes, como o produto / serviço lançado, qual o seu diferencial, o que chama sua atenção na venda e o local onde o colaborador pode encontrar todas as informações detalhadas.

Essa informações devem ficar expostas no mural da loja também, isso facilita a leitura calma daqueles que não querem fazer perguntas ou não estavam nas reuniões.

Em geral, a periodicidade desses boletins é semanal, mas já atuei em grandes redes de varejo, como o Grupo Pão de Açúcar, onde tínhamos uma rotina de informações de dois por um... ou seja, dois dias a informação ia e um levava para redigí-las.

O sucesso desses boletins e reuniões é uma comunicação simples, leve, descontraída e com fotos. Acreditem, imagens valem mais que palavras! Encontrei no meio do meu caminho profissional empresas que se utilizam de cargas e mais cargas de treinamentos para fazer essas informações descerem até a base da loja, mas são demoradas, o custo disso é alto e a rotatividade dos profissionais do varejo tornam o programa uma fortuna.

O segredo é imaginar o que queremos dizer (produto / serviço), o por quê isso se sobressai (diferencial), e como fazer para usá-lo (formas de pagamento e uso)... todo o restante, fica para uma manual mais complexo!

E o que é que tem!?! Tem que informação comunica-se, de maneira simples, como um bate-papo!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

MARCA PRÓPRIA X BRANDING


O mercado de marca própria ganhou proporções gigantesca e hoje chega a representar de 5% a 8% das vendas de determinados super e hipermercados. Considerando que a maioria das pessoas que aderem à marca própria são das classe B, pensando ainda no cenário atual financeiro, onde esta classe está perdendo força de capital e ingressando para a classe C, podendo ditar moda, talvez esses 5% ou 8% possam aumentar em grande escala. Mas o que é uma marca própria? Apenas a oportunidade de uma rede varejista ganhar mais dinheiro?


Não! Com certeza também é, mas não é apenas isso. Possuir uma linha de marca própria representa colocar o nome da empresa em cheque, representa fazer uma promessa ao consumidor, e promessa, já diz o ditado, é dívida!


É imprescionante como tenho visto grandes redes varejista lançarem produtos à esmo... sem uma razão de existir, uma proposta definida, por pura e simplesmente substituir a marca líder e ganhar pelo custo baixo. Redes como as do Grupo Pão de Açúcar que mantêm centros de pesquisas, laboratórios etc. para cuidar da qualidade de seus produtos e ainda, têm a preocupação de traduzir todo esse cuidado em embalagens agradáveis, bonitas e propagandas que retratem sua promossa é uma raridade no Brasil.


Estive lendo um livro de marca própria, escrito pelo ROBERTO NASCIMENTO A. DE OLIVEIRA, e realmente é gratificante ver que o trabalho dos profissionais da área estão embasados e focas no princípio de tudo: A essência da marca.


Roberto retrata com muita lucidez e didática o quanto é importante, antes de se criar uma marca, entender muito bem qual é o DNA da empresa, qual a proposta a que esse DNA submete-se e como ele deve comprovar tudo isso. Em todo o livro, aliás no começo, ele retrata a necessidade de se embasar a marca, de se conhecer a promessa e de compreender como se faz suas justificativas. E o que é que tem!?! Tem que branding é isso!


O branding trabalha para que todas as áreas de uma empresa tenham cosistência em suas ações e em suas promessas. Vale a dica de leitura!
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