Sempre falamos de Missão, Visão e Valores, mas sinto que há um vazio, toda vez que empresas ou instituições tentam disseminar isso tudo. Em geral, vemos planos de comunicação, campanhas com etapas a serem cumpridas, peças com layout bonito e colorido, workshops elaboradorados, e tudo isso para disseminar aquilo que é tão simples de se fazer.
A comunicação é importante sim, mas como fator estratégico de ação e não como uma campanha, ação, ou peças publicitárias isoladas e distintas. Cabe a comunicação ajudar no discernimento das das ações a serem conduzidas.
O fator de sucesso de um planejamento estratégico bem sucedido está na coerência entre discurso e ação. Aliás, é para isso que desenhamos uma missão, o real motivo da existência da empresa. A pergunta a ser fazer é: Para que mesmo que eu existo? Respondida essa pergunta, traçamos os valores... baseado em quê, executo meu papel nessa missão? O passo seguinte é simples, aonde exatamente quero chegar daqui uns 5 ou 10 anos? Respondida essa última pergunta, você tem sua Visão.
Mas só isso não basta. Assim como não basta espalhar interna e externamente que você existe para promover Qualidade de Vida, por exemplo, quando seu serviço ou produto não promove. E não basta colocar humildade ou equidade em seus valores, quando há brigas de egos, e diferenças nítidas nas relações de sua empresa. E nem preciso dizer que se sua Visão foi traçada com base em missão e valores incoerentes, nunca chegará aonde pretende. Com certeza estará sempre apagando incêndios de crises de comunicação, denúncias etc.
E o que é tem!?! Tem que se a comunicação conseguir atuar de maneira estratégica, ajudando as áreas a conduzirem suas atividades com base na real razão de existir da empresa não precisará de campanhas mirabolantes. Apenas precisará criar uma assinatura que carimbe as ações COERENTES. O resto, é percebido naturalmente.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
JORNALISMO, ASSESSORIA DE IMPRENSA OU COMUNICAÇÃO?
Atendendo a um grupo de estudantes de jornalismo de campinas, tive a oportunidade de entender, logo que respondi a uma pergunta sobre se sou jornalista ou não, que na verdade tenho um diploma, sou bacharel em jornalismo, mas faço o todo que aprendi na faculdade, ou seja, comunicação social. Sou como um advogado com OAB, mas que atua na procuradoria do estado.
O jornalismo é rico, sempre o admirei. Aliás lembro de uma frase de Caco Barcelos, na premiação do prêmio Vladimir Herzog de 2001, se não me engano a data, que jornalista é aquele que presta um serviço à comunidade, que denuncia o que vê errado, que apura, vai atrás da notícia, arrisca seu pescoço em prol da verdade. E que todo o resto é mera assessoria de imprensa.
Quase me enfiei embaixo da cadeira naquele dia. E o que é tem!?! Tem que nunca atuei como jornalista da forma como ele enxerga. Nunca arrisquei meu pescocinho e nem arriscaria. Sempre estive na área de comunicação e se hoje fosse atuar como jornalista de jornal ou outro ramo, seria uma especialista em algum caderno de marketing e comunicação... talvez um meio e mensagem... quem sabe!? Mas estou e sempre estive muito longe de ser uma mera assessora de imprensa.
Aliás, se fosse fazer assessoria de imprensa seria demitida na primeira semana, com certeza! Até porque não consigo ver inteligência na produção de releases. E olha que trabalho ao lado da assessoria de imprensa, sem querer ofender. Concordo que a imprensa forma opiniões, mas eu aposto muito mais no trabalho focado no público-alvo, que motivaria a imprensa a vir atrás de mim, do que no envio de releases, que pedem pelo amor de Deus, falem de mim.
Não desmereço o trabalho dos assessores de imprensa, muito pelo contrário, em todo ramo tem segmentações e cada um escolhe a especialidade que melhor lhe atrai. Mas ainda prefiria fazer comunicação. Estou tendo a oportunidade de conhecer o trabalho e a vida profissional de muitos jornalistas. A cada dia admiro mais o jornalismo e seus profissionais. Porém, a cada dia me vejo mais longe da profissão. Para quem não sabe, esses caras trabalham!
É admirável vê-los contando suas histórias. Tive o prazer de conhecer Renato Lombardi, jornalista criminal, hoje na TV Cultura. E se tivesse tido esse prazer quando estava na faculdade, com certeza meu TCC seria um livro reportagem sobre sua carreira. O cara é um livro de história. Pensado assim, consigo entender que meu lado jornalístico é meio poeta.
Mas também é verdade, de acordo com a última perquisa realizada pela Aberje, que a comunicação corporativa está cada vez mais nas mãos dos bacharéis de jornalismo. Tem muito jornalista aplicando a inteligência das técnicas aprendidas na universidade e na vida profissional, nas grandes empresas.
O jornalismo é rico, sempre o admirei. Aliás lembro de uma frase de Caco Barcelos, na premiação do prêmio Vladimir Herzog de 2001, se não me engano a data, que jornalista é aquele que presta um serviço à comunidade, que denuncia o que vê errado, que apura, vai atrás da notícia, arrisca seu pescoço em prol da verdade. E que todo o resto é mera assessoria de imprensa.
Quase me enfiei embaixo da cadeira naquele dia. E o que é tem!?! Tem que nunca atuei como jornalista da forma como ele enxerga. Nunca arrisquei meu pescocinho e nem arriscaria. Sempre estive na área de comunicação e se hoje fosse atuar como jornalista de jornal ou outro ramo, seria uma especialista em algum caderno de marketing e comunicação... talvez um meio e mensagem... quem sabe!? Mas estou e sempre estive muito longe de ser uma mera assessora de imprensa.
Aliás, se fosse fazer assessoria de imprensa seria demitida na primeira semana, com certeza! Até porque não consigo ver inteligência na produção de releases. E olha que trabalho ao lado da assessoria de imprensa, sem querer ofender. Concordo que a imprensa forma opiniões, mas eu aposto muito mais no trabalho focado no público-alvo, que motivaria a imprensa a vir atrás de mim, do que no envio de releases, que pedem pelo amor de Deus, falem de mim.
Não desmereço o trabalho dos assessores de imprensa, muito pelo contrário, em todo ramo tem segmentações e cada um escolhe a especialidade que melhor lhe atrai. Mas ainda prefiria fazer comunicação. Estou tendo a oportunidade de conhecer o trabalho e a vida profissional de muitos jornalistas. A cada dia admiro mais o jornalismo e seus profissionais. Porém, a cada dia me vejo mais longe da profissão. Para quem não sabe, esses caras trabalham!
É admirável vê-los contando suas histórias. Tive o prazer de conhecer Renato Lombardi, jornalista criminal, hoje na TV Cultura. E se tivesse tido esse prazer quando estava na faculdade, com certeza meu TCC seria um livro reportagem sobre sua carreira. O cara é um livro de história. Pensado assim, consigo entender que meu lado jornalístico é meio poeta.
Mas também é verdade, de acordo com a última perquisa realizada pela Aberje, que a comunicação corporativa está cada vez mais nas mãos dos bacharéis de jornalismo. Tem muito jornalista aplicando a inteligência das técnicas aprendidas na universidade e na vida profissional, nas grandes empresas.
Marcadores:
Comunicação,
Comunicação Corporativa,
Comunicação Interna
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
REDUNDÂNCIA???? NÃO, APENAS COSISTÊNCIA DE DISCURSO!
Participei de uma reunião hoje com uma consultoria que está organizando os processos de onde trabalho... o cara, que está conduzindo os trabalhos, um gênio aliás, fez um comentário que me fez lembrar e relembrar um erro clássico de todos os comunicólogos do ramo da comunicação corporativa: "Na comunicação não existe redundância... existe consistência, coerência de discurso e linguagem".
Não foram essas exatamente suas palavras, mas para mim foi assim que soou.
É muito comum e, aliás, rotineiro você tentar montar um texto com repetições de palavras, por que elas são importantes, precisam ser repetidas e repetidas inúmeras vezes em um mesmo texto ou em diversas peças de comunicação, vir o responsável pela comunicação e cortar ou colocar um sinônimo porque a palavra está repetida ou mesmo, o cara dizer que é redundância tal frase e cortar. A redundância pode ser errada na ortografia da língua portuguesa, porém... é necessária no aculturamente e disseminação de missão, visão e valores.
É natural para nós, seres humanos, escolhermos o que vamos ler, absorver. Quando se trata de cultura, disseminação de conceito, é necessário que se faça a redundância, que se aplique um mesmo texto em várias peças de comunicação, que se fale a mesma coisa várias vezes, aliás, de tempos em tempos, para o resto da existência de uma empresa.
A mensagem precisa ser absorvida, não apenas lida. Esse é o erro dos comunicólogos... as pessoas leêm o que querem e o que acham interessante. No caso das mensagens corporativas, não queremos que ninguém leia, mas sim que absorvam a mensagem e que esta fique em seu consciente, para que todos caminhem na mesma direção. E o que é que tem!?! Tem que não é redundância, mas sim estratégia!
Não foram essas exatamente suas palavras, mas para mim foi assim que soou.
É muito comum e, aliás, rotineiro você tentar montar um texto com repetições de palavras, por que elas são importantes, precisam ser repetidas e repetidas inúmeras vezes em um mesmo texto ou em diversas peças de comunicação, vir o responsável pela comunicação e cortar ou colocar um sinônimo porque a palavra está repetida ou mesmo, o cara dizer que é redundância tal frase e cortar. A redundância pode ser errada na ortografia da língua portuguesa, porém... é necessária no aculturamente e disseminação de missão, visão e valores.
É natural para nós, seres humanos, escolhermos o que vamos ler, absorver. Quando se trata de cultura, disseminação de conceito, é necessário que se faça a redundância, que se aplique um mesmo texto em várias peças de comunicação, que se fale a mesma coisa várias vezes, aliás, de tempos em tempos, para o resto da existência de uma empresa.
A mensagem precisa ser absorvida, não apenas lida. Esse é o erro dos comunicólogos... as pessoas leêm o que querem e o que acham interessante. No caso das mensagens corporativas, não queremos que ninguém leia, mas sim que absorvam a mensagem e que esta fique em seu consciente, para que todos caminhem na mesma direção. E o que é que tem!?! Tem que não é redundância, mas sim estratégia!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
COMUNICAR É FÁCIL, O DURO É TER FOCO!
A semana mal começou e ganhei de presente, em plena segunda, uma campanha com 4 focos diferentes em uma única ação... E o que é que tem!?!
Tem que os 4 são como água, fogo, terra e ar... se bem conduzidos formam os 4 elementos, responsáveis por basicamente tudo... porém.... a campanha veio apresentada como a água que apaga o fogo, que enlameia a terra e não faz nada com o ar... aí, o coitado do público que se vire para tentar entender que uma coisa "deveria" ter "link" com a outra.
Estamos falando de um campanha de Qualidade de Vida. Para aqueles que não sabem Qualidade de Vida é uma área abrangente, que trata, faz ações e alinha projetos corporativos que permitem o equilibrío mental, pessoal e profissional, garantindo as condições necessárias para que os profissionais de uma empresa possam viver "saudavelmente" os diferentes papéis na vida. Aqui temos o "universo" nas mãos...daí a importância do FOCO!
A campanha começava com um teaser. Para quem não sabe, teaser são aquelas ações que as agências de propagandas fazem que não dizem nada, mas deixam o "cara" curioso sobre um assunto, para depois lançar o tema. O melhor exemplo de teaser que já ví foi o da Pedigree, que por um tempo colou cartazes na cidade de São Paulo dizendo que procurava um labrador... uma semana depois ví pela cidade faixas que procuravam o tal labrador... mais uma semana tinham outdoores com o mesmo tema... até que finalizado o mês, veio o anúncio na TV, procurando o labrador... e no fim, a apresentação da campanha da Pedigree. Sensacional! Digo isso, porque até eu estava preocupada com o labrador e ficava pensando na grana que o cara estava gastando procurando ele.
Mas vamos lá... a campanha começava com um teaser de e-mail mkt, que abordava o conceito de determinadas cores... o que significa o azul, o verde etc., com base numa pesquisa de cromoterapia. Lembrei rapidamente de uma gerente que me questionaou, em uma outra ação, o por quê eu e a criação havíamos determinado que a eficência seria rosa, se para ela a eficência era amarela... nem preciso dizer que pensei na hora "Lógico!!! Faz sentido, é por isso que todas as crianças que nascem com icterícia serão mais eficientes no futuro". Era um caso diferente, naquela ação apenas atrelamos uma cor para referência de um tema. Nessa campanha, estavam apresentando o significado de cada cor.
Na sequência, as pessoas receberiam um passaporte da saúde, que teria espaço para anotações sobre o trigliceres, colesterol etc. E na sequência, lançava uma campanha da SIPAT, uma semana obrigatoriamente legal do pessoal CIPA sobre segurança do trabalho.
Agora o mais curioso disso tudo: o objetivo da campanha era lançar um programa de Qualidade de Vida, que aparecia sem explicação nenhuma, por meio de um logo aplicado em todas as peças de comunicação. Tem algo pior... toda a campanha de segurança interna do trabalho não tinha uma única explicação sobre segurança do trabalho, mas sim sobre como dirigir moto, tirar férias com segurança etc., ou seja, tiravam o profissional da empresa.
Pergunto eu: E o que é que tem!?! Cadê o FOCO??????? Faltou a pergunta básica: para que mesmo estamos fazendo essa ação????
É importante demais ter FOCO em comunicação, para que possamos direcionar, da melhor maneira possível, o alinhamento das ações das áreas coporativas de uma empresa, o briefing a ser dado para a criação e a informação a ser passada para o público-interno.
Tem que os 4 são como água, fogo, terra e ar... se bem conduzidos formam os 4 elementos, responsáveis por basicamente tudo... porém.... a campanha veio apresentada como a água que apaga o fogo, que enlameia a terra e não faz nada com o ar... aí, o coitado do público que se vire para tentar entender que uma coisa "deveria" ter "link" com a outra.
Estamos falando de um campanha de Qualidade de Vida. Para aqueles que não sabem Qualidade de Vida é uma área abrangente, que trata, faz ações e alinha projetos corporativos que permitem o equilibrío mental, pessoal e profissional, garantindo as condições necessárias para que os profissionais de uma empresa possam viver "saudavelmente" os diferentes papéis na vida. Aqui temos o "universo" nas mãos...daí a importância do FOCO!
A campanha começava com um teaser. Para quem não sabe, teaser são aquelas ações que as agências de propagandas fazem que não dizem nada, mas deixam o "cara" curioso sobre um assunto, para depois lançar o tema. O melhor exemplo de teaser que já ví foi o da Pedigree, que por um tempo colou cartazes na cidade de São Paulo dizendo que procurava um labrador... uma semana depois ví pela cidade faixas que procuravam o tal labrador... mais uma semana tinham outdoores com o mesmo tema... até que finalizado o mês, veio o anúncio na TV, procurando o labrador... e no fim, a apresentação da campanha da Pedigree. Sensacional! Digo isso, porque até eu estava preocupada com o labrador e ficava pensando na grana que o cara estava gastando procurando ele.
Mas vamos lá... a campanha começava com um teaser de e-mail mkt, que abordava o conceito de determinadas cores... o que significa o azul, o verde etc., com base numa pesquisa de cromoterapia. Lembrei rapidamente de uma gerente que me questionaou, em uma outra ação, o por quê eu e a criação havíamos determinado que a eficência seria rosa, se para ela a eficência era amarela... nem preciso dizer que pensei na hora "Lógico!!! Faz sentido, é por isso que todas as crianças que nascem com icterícia serão mais eficientes no futuro". Era um caso diferente, naquela ação apenas atrelamos uma cor para referência de um tema. Nessa campanha, estavam apresentando o significado de cada cor.
Na sequência, as pessoas receberiam um passaporte da saúde, que teria espaço para anotações sobre o trigliceres, colesterol etc. E na sequência, lançava uma campanha da SIPAT, uma semana obrigatoriamente legal do pessoal CIPA sobre segurança do trabalho.
Agora o mais curioso disso tudo: o objetivo da campanha era lançar um programa de Qualidade de Vida, que aparecia sem explicação nenhuma, por meio de um logo aplicado em todas as peças de comunicação. Tem algo pior... toda a campanha de segurança interna do trabalho não tinha uma única explicação sobre segurança do trabalho, mas sim sobre como dirigir moto, tirar férias com segurança etc., ou seja, tiravam o profissional da empresa.
Pergunto eu: E o que é que tem!?! Cadê o FOCO??????? Faltou a pergunta básica: para que mesmo estamos fazendo essa ação????
É importante demais ter FOCO em comunicação, para que possamos direcionar, da melhor maneira possível, o alinhamento das ações das áreas coporativas de uma empresa, o briefing a ser dado para a criação e a informação a ser passada para o público-interno.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
A ÉTICA JORNALISTA
Hoje tive o prazer de assistir a uma entrevista dada pelo Jornalista Heródoto Barbeiro e, o que me chamou atenção foi sua resposta dada a seguinte pergunta: Como deve ser a ética de um jornalista?
Heis que ele pegou emprestada uma frase de Claudio Abramo, como mencionou na entrevista, e disse: "A ética de um jornalista é a mesma de um carpinteiro".
Achei fantástita a referência e também, a simplicidade e originalidade. O que retrata uma verdade única, jornalista é gente e ética vem de valores, coisa que toda gente tem. Mede-se por aí a importância dos VALORES. E o que é que tem!?!
Tem que valores são fundamentais para toda e qualquer marca, pessoa, empresa etc. , e pior, tem gente que acha e acredita que trabalha em empresas sem valores definidos. Ledo engano...
Os valores existem, mesmo sem serem trabalhados na comunicação, estão nas ações, comportamentos e decisões adotadas o tempo todo dentro dessas organizações. E acreditem, estão o tempo inteiro aproximando e distanciando grandes talentos.
Heis que ele pegou emprestada uma frase de Claudio Abramo, como mencionou na entrevista, e disse: "A ética de um jornalista é a mesma de um carpinteiro".
Achei fantástita a referência e também, a simplicidade e originalidade. O que retrata uma verdade única, jornalista é gente e ética vem de valores, coisa que toda gente tem. Mede-se por aí a importância dos VALORES. E o que é que tem!?!
Tem que valores são fundamentais para toda e qualquer marca, pessoa, empresa etc. , e pior, tem gente que acha e acredita que trabalha em empresas sem valores definidos. Ledo engano...
Os valores existem, mesmo sem serem trabalhados na comunicação, estão nas ações, comportamentos e decisões adotadas o tempo todo dentro dessas organizações. E acreditem, estão o tempo inteiro aproximando e distanciando grandes talentos.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
BLOGS CORPORATIVOS X ASSESSOR DE IMPRENSA / MARKETING
Hoje estava lendo um post do Blog Corporativo, de Fábio Cipriani, que me chamou a atenção por comentar sobre "os 10 maiores erros dos blogs corporativos", coisas que, de fato, encontrei no meu primeiro contato com um blog corporativo.
Abaixo colei o texto desse post para que todos entendam melhor do que falo. Mas uma coisa é fato: assessoria de imprensa fazendo blog, faz blogrelease... e, marketing fazendo blog, faz blogpromoção ou blogoferta. Cada vez mais acredito que esse "povo", os blogueiros, tem muito a ensinar a nós jornalistas e profissionais da área de comunicação.
"Os 10 maiores erros nos blogs corporativos e como evitá-los
Christopher Barger, o gerente do Blog da GM - FastLane - mostra em uma entrevista do MarketingSherpa os 10 maiores erros nos blogs corporativos e como evitá-los. Para quem ainda não sabe, o FastLane é um dos blogs corporativos mais respeitados do mundo.
Resumindo:
Erro #1. Tratar o blog como um canal para mensagens corporativas
Erro #2. Muita pressa para responder feedbacks negativos
Erro #3. Medo das críticas
Erro #4. Posts escritos para uma outra pessoa em seu nome
Erro #5. Dar aos blogueiros a impressão que o post publicado é o produto final
Erro #6. Usar blogueiros que falam uma língua muito corporativa
Erro #7. Não estabelecer as regras e normas do blog
Erro #8. Não manter freqüência nos posts
Erro #9. Furar a sua própria política de controle de comentários
Erro #10. Editar, esconder or apagar um post quando cometer um erro "
Abaixo colei o texto desse post para que todos entendam melhor do que falo. Mas uma coisa é fato: assessoria de imprensa fazendo blog, faz blogrelease... e, marketing fazendo blog, faz blogpromoção ou blogoferta. Cada vez mais acredito que esse "povo", os blogueiros, tem muito a ensinar a nós jornalistas e profissionais da área de comunicação.
"Os 10 maiores erros nos blogs corporativos e como evitá-los
Christopher Barger, o gerente do Blog da GM - FastLane - mostra em uma entrevista do MarketingSherpa os 10 maiores erros nos blogs corporativos e como evitá-los. Para quem ainda não sabe, o FastLane é um dos blogs corporativos mais respeitados do mundo.
Resumindo:
Erro #1. Tratar o blog como um canal para mensagens corporativas
Erro #2. Muita pressa para responder feedbacks negativos
Erro #3. Medo das críticas
Erro #4. Posts escritos para uma outra pessoa em seu nome
Erro #5. Dar aos blogueiros a impressão que o post publicado é o produto final
Erro #6. Usar blogueiros que falam uma língua muito corporativa
Erro #7. Não estabelecer as regras e normas do blog
Erro #8. Não manter freqüência nos posts
Erro #9. Furar a sua própria política de controle de comentários
Erro #10. Editar, esconder or apagar um post quando cometer um erro "
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
A IMPORTÂNCIA DO PÚBLICO INTERNO
Ontem estive na ECA vendo alguns "cases" premiados de comunicação e senti muito orgulho de ver que, apesar de não encontrar grandes novidades com relação à comunicação interna no mercado, as empresas continuam enxergando o "VALOR" do público interno em cada uma de suas ações.
Gostaria de comentar cada um dos projetos apresentrados, afinal, cada um tem o seu valor! Em proporções diferentes, mas com certeza, todas têm valor!
O Wal-Mart apresentou um "case" de sustentabilidade. Uma ação externa, mas que soube criar seu "VALOR" internamente. O projeto chama-se PPS - Projeto Social para a Sustentabilidade. Vamos abrir um parênteses aqui (Não sei se todos sabem o que é sustentabilidade, mas nada mais é do que uma ação que acaba se tornando um ECOSISTEMA, ou seja, ganha tamanha proporção que tem vida própria, e sobrevive ao tempo, às pessoas que nela trabalharam. Perpetua-se!).
Em meio às ações apresentadas, coletiva em passeio no Rio Tietê, com cobertores de fibra de pet, camisetas de fibra de pet, cuecas de fibra de pet (faltou só o "cara" reciclável) e releases com papel planta... uma novidade, o papel é repleto de sementes, após ler e escrever você pode plantá-lo...Tirei meu chapéu para o Wal-Mart, o apresentador disse: "Todas essas ações aconteceram de dentro para fora, primeiro em casa, depois para o mundo". Eles criaram uma ação interna que se chama Consumo Consciente, que ensinou seus funcionários a fazer, dentro de casa, como indivíduos, o consumo consciente.
Mostraram todas as peças, o trabalho ampliado para a responsabilidade social, com estações de reciclagens e 13.000 funcionários participantes do projeto. Uma ação voluntária!Outra ação, que poucas empresas usam, mas que dá um resultado e tanto foi... o famoso "RECONHECIMENTO" , criaram o Prêmio Varejo Sustentável, que hoje tem 876 trabalhos acadêmicos inscritos.
A Cemig, uma empresa de energia de Minas Gerais, como é a Eletropaulo aqui em SP, apresentou também um projeto de sustentabilidade. Com todos os méritos e cadastros no mercado mundial que possui, ela conseguiu alavancar a ação internamente. Também criaram uma ação com a proposta de instigar seus funcionários a aprender a usar seu produto: "Como usar a energia para melhorar o mundo?", esse era o mot da campanha. O projeto é maior do que a mera energia elétrica, fala de energia pessoal também.
Criaram ações, gastaram uma grana considerável , mas só a frase que ouvi da apresentadora, valeu a pena o restante : "Sabemos que apenas 200 empregados lidam com o negócio em sí, mas todos eles é que geram resultados".
Tive a oportunidade de conhecer também a IMPEV, uma empresa de embalagens recicláveis de produtos agrícolas. Seu público interno são os agricultores do Brasil. Através de seu mascote, um espantalho chamado Olímpio, hoje conseguem fazer o Brasil ser o país que mais recolhe embalagens agrícolas e as recicla. Oras, isso também se chama "RESULTADO".
A Petrobrás também lançou s eu mot em sustenbilidade, porém a financeira e para mulheres. Criaram uma externa que ensina mulheres a fazer investimento: Mulheres em Alta. Conseguiram, com a criação de um curso, dentro da própria Petrobrás , 9% a mais de investidoras.
A Pirelli, para minha suprersa, apesar de uma indústria gigante, apresentou seu plano de estruturação de comunicação de comunicação interna. Salvo as diretrizes primárias que são: pesquisas, diagnósticos e plano de ação, traçou alguns pontos muito interessantes nessa implantação de comunicação. Um deles foi dividir a ação em "SENSIBILIZAÇÃO", "ENVOLVIMENTO" e "TREINAMENTO". Pode parecer um "B A BÁ" para aqueles que lidam com isso todos os dias, mas é fundamental para a implantação do conceito. Outro ponto que vale observar no plano apresentado foi o "FOCO NO RESULTADO" e não nos canais de comunicação. Afinal, o que precisamos analisar e traçar é a estratégia , o resultado prentendido e não o meio, a forma de como se chega lá. Essa é fácil, está em qualquer livro de universidade.
E por fim, eles utilizaram um canal muito peculiar, que normalmente chamamos de "RADARES DE COMUNICAÇÃO". Que é utilizar o potencial dos formadores de opinião, geralmente os caras "problemas" para o bem. É capacitar aqueles que se sobresaem para serem agentes da comunicação. Esse recurso é muito utilizado em chão de fábrica, principalmente se as unidades são dispersas fisicamente. E funciona! Como disse o apresentador: "Demos uma posição de prestígio e fonte de informação para pessoas que se mostraram "grandes potencias de comunicação".
Tivemos o prazer de conhecer uma campanha externa, que já tinha vista em algumas propagandas a fundo... você se lembra daquela propaganda dizendo que SP é o melhor lugar para se fazer turismo: SP está de braços abertos para você... algo assim. Gente, o conceito dessa campanha é fantástico. Aliás, tomo a liberdade de dizer que eles não deveria ter sido espaçado, teria ter sido apresentado na mídia como tal. É bárbaro, quem tiver a oportunidade de tentar contatar para fazer benchmarck, vale a pena. Não posso dizer o contato, uma vez que o apresentador era rápido demais e falava sem muita nitidez...
Por fim, a Votorantim apresentou sua reestruturação de marca, um trabalho básico do Branding. Reestrutura-se o logo, traça-se um mot de campanha emocional, etéreo... muda-se toda a identidade visual, faz-se uma arquitetura de marca e por ser uma empresa gigante, com várias unidades de negócios, cria-se uma marca que endossa as demais. Sem grandes novidades ou resultados apresentados.
Gostaria de comentar cada um dos projetos apresentrados, afinal, cada um tem o seu valor! Em proporções diferentes, mas com certeza, todas têm valor!
O Wal-Mart apresentou um "case" de sustentabilidade. Uma ação externa, mas que soube criar seu "VALOR" internamente. O projeto chama-se PPS - Projeto Social para a Sustentabilidade. Vamos abrir um parênteses aqui (Não sei se todos sabem o que é sustentabilidade, mas nada mais é do que uma ação que acaba se tornando um ECOSISTEMA, ou seja, ganha tamanha proporção que tem vida própria, e sobrevive ao tempo, às pessoas que nela trabalharam. Perpetua-se!).
Em meio às ações apresentadas, coletiva em passeio no Rio Tietê, com cobertores de fibra de pet, camisetas de fibra de pet, cuecas de fibra de pet (faltou só o "cara" reciclável) e releases com papel planta... uma novidade, o papel é repleto de sementes, após ler e escrever você pode plantá-lo...Tirei meu chapéu para o Wal-Mart, o apresentador disse: "Todas essas ações aconteceram de dentro para fora, primeiro em casa, depois para o mundo". Eles criaram uma ação interna que se chama Consumo Consciente, que ensinou seus funcionários a fazer, dentro de casa, como indivíduos, o consumo consciente.
Mostraram todas as peças, o trabalho ampliado para a responsabilidade social, com estações de reciclagens e 13.000 funcionários participantes do projeto. Uma ação voluntária!Outra ação, que poucas empresas usam, mas que dá um resultado e tanto foi... o famoso "RECONHECIMENTO" , criaram o Prêmio Varejo Sustentável, que hoje tem 876 trabalhos acadêmicos inscritos.
A Cemig, uma empresa de energia de Minas Gerais, como é a Eletropaulo aqui em SP, apresentou também um projeto de sustentabilidade. Com todos os méritos e cadastros no mercado mundial que possui, ela conseguiu alavancar a ação internamente. Também criaram uma ação com a proposta de instigar seus funcionários a aprender a usar seu produto: "Como usar a energia para melhorar o mundo?", esse era o mot da campanha. O projeto é maior do que a mera energia elétrica, fala de energia pessoal também.
Criaram ações, gastaram uma grana considerável , mas só a frase que ouvi da apresentadora, valeu a pena o restante : "Sabemos que apenas 200 empregados lidam com o negócio em sí, mas todos eles é que geram resultados".
Tive a oportunidade de conhecer também a IMPEV, uma empresa de embalagens recicláveis de produtos agrícolas. Seu público interno são os agricultores do Brasil. Através de seu mascote, um espantalho chamado Olímpio, hoje conseguem fazer o Brasil ser o país que mais recolhe embalagens agrícolas e as recicla. Oras, isso também se chama "RESULTADO".
A Petrobrás também lançou s eu mot em sustenbilidade, porém a financeira e para mulheres. Criaram uma externa que ensina mulheres a fazer investimento: Mulheres em Alta. Conseguiram, com a criação de um curso, dentro da própria Petrobrás , 9% a mais de investidoras.
A Pirelli, para minha suprersa, apesar de uma indústria gigante, apresentou seu plano de estruturação de comunicação de comunicação interna. Salvo as diretrizes primárias que são: pesquisas, diagnósticos e plano de ação, traçou alguns pontos muito interessantes nessa implantação de comunicação. Um deles foi dividir a ação em "SENSIBILIZAÇÃO", "ENVOLVIMENTO" e "TREINAMENTO". Pode parecer um "B A BÁ" para aqueles que lidam com isso todos os dias, mas é fundamental para a implantação do conceito. Outro ponto que vale observar no plano apresentado foi o "FOCO NO RESULTADO" e não nos canais de comunicação. Afinal, o que precisamos analisar e traçar é a estratégia , o resultado prentendido e não o meio, a forma de como se chega lá. Essa é fácil, está em qualquer livro de universidade.
E por fim, eles utilizaram um canal muito peculiar, que normalmente chamamos de "RADARES DE COMUNICAÇÃO". Que é utilizar o potencial dos formadores de opinião, geralmente os caras "problemas" para o bem. É capacitar aqueles que se sobresaem para serem agentes da comunicação. Esse recurso é muito utilizado em chão de fábrica, principalmente se as unidades são dispersas fisicamente. E funciona! Como disse o apresentador: "Demos uma posição de prestígio e fonte de informação para pessoas que se mostraram "grandes potencias de comunicação".
Tivemos o prazer de conhecer uma campanha externa, que já tinha vista em algumas propagandas a fundo... você se lembra daquela propaganda dizendo que SP é o melhor lugar para se fazer turismo: SP está de braços abertos para você... algo assim. Gente, o conceito dessa campanha é fantástico. Aliás, tomo a liberdade de dizer que eles não deveria ter sido espaçado, teria ter sido apresentado na mídia como tal. É bárbaro, quem tiver a oportunidade de tentar contatar para fazer benchmarck, vale a pena. Não posso dizer o contato, uma vez que o apresentador era rápido demais e falava sem muita nitidez...
Por fim, a Votorantim apresentou sua reestruturação de marca, um trabalho básico do Branding. Reestrutura-se o logo, traça-se um mot de campanha emocional, etéreo... muda-se toda a identidade visual, faz-se uma arquitetura de marca e por ser uma empresa gigante, com várias unidades de negócios, cria-se uma marca que endossa as demais. Sem grandes novidades ou resultados apresentados.
Assinar:
Postagens (Atom)


